
Escalando Operações para ERP de Ativos
NexFlow
Substituindo um processo manual e dependente de CS por uma jornada de onboarding autônoma.
Resultando em mais de 70% de redução nas tarefas de suporte e acelerando o Time-to-Value para novos clientes do NexFlow.
Função
Product Designer
Entrega
Self-Service Onboarding Ecosystem
Ano
2025
Overview
Contexto
NexFlow é uma plataforma B2B SaaS projetada para centralizar o controle de ativos e a gestão financeira de empresas.
Com o crescimento da base de clientes, o processo de onboarding — inteiramente executado pelo time de CS e Support em nome de cada novo cliente — tornou-se um grande gargalo entre a aquisição e o momento em que ele começava a extrair valor real da plataforma.
Problemas
O modelo manual criava um gargalo operacional com três consequências diretas:
Baseline Metrics
O processo de onboarding manual impunha um custo duplo ao negócio.
Do lado do cliente, a ativação levava em média 12 dias.
Do lado interno, CS e Support dedicavam aproximadamente 25% do tempo a tarefas repetitivas relacionadas.
Meu papel
Fui responsável pelo design end-to-end do projeto.
Isso incluiu a condução da pesquisa avaliativa, shadowing em reuniões com clientes recém-contratados, facilitação de workshops cross-funcionais com CS e produto, arquitetura da solução, prototipação de alta fidelidade e coordenação dos testes de usabilidade.
Time
O projeto contou com Product Designer (Eu), Product Owner, Desenvolvedor Front-end e Back-end. O CTO participou ativamente das decisões de direção, e as equipes de CS e Support atuaram tanto como stakeholders quanto como fontes primárias de pesquisa, sendo parte central da fase de discovery.
Duração
Aproximadamente 1 mes.Ciclo contínuo cobrindo pesquisa, prototipação, testes com usuários reais e iteração.
DISCOVERY
Hipoteses
Os stakeholders defendiam manter quase todo o processo sob controle do CS, liberando ao usuário apenas ações muito básicas. A premissa era que expor complexidade desde o início geraria confusão, aumentaria o volume de suporte e afastaria novos clientes.
Eu não tinha certeza de qual era o caminho certo, mas acreditava que a decisão não deveria ser tomada por premissa. Os usuários provavelmente tinham mais capacidade do que os stakeholders estimavam. Propus uma fase de discovery para mapear esse limite com evidência antes de definir direção. Recebi apoio da PO, que compartilhava dessa visão comigo e, logo após, a proposta foi aceita e deu origem à fase de discovery.
Métodos de Pesquisa
Insights
Decisões
O que mudou
A direção central foi tratar a ativação não como um cadastro técnico, mas como uma jornada de construção progressiva. Em vez de entregar a plataforma completa de uma vez, o fluxo foi estruturado em torno de uma sequência que fazia sentido para o usuário, começando pelos dados core da empresa no Essential Settings e avançando para os Single-Module Setups conforme a base estava estabelecida.
O hub de configuração reforçava essa lógica: deixava claro o que era obrigatório, o que era opcional, e permitia que o usuário saísse e voltasse a qualquer momento sem perder o progresso.
O CS não foi removido do processo, foi reposicionado. Em vez de conduzir o onboarding completo, passou a acompanhar a evolução do usuário: presente nas etapas que exigiam suporte, acionado em sua maioria, por escolha nas demais. O onboarding deixou de ser algo feito exclusivamente pelo CS, e passou a ser algo construído pelos dois juntos.
Por que mudou
O shadowing e os workshops revelaram duas dores centrais: o TTV do produto não acompanhava o momento do usuário, o tempo entre a contratação e o primeiro uso real era longo demais e quando o acesso chegava, chegava como uma onda, tudo de uma vez, necessitando dependência do CS e suporte para dar os primeiros passos.
O benchmarking apontava para um modelo high-touch como padrão do mercado. Mas as pesquisas indicavam que o problema não era a complexidade do produto, mas sim a ausência de estrutura para navegá-lo. Isso abriu espaço para uma terceira via: não entregar tudo pelo CS, nem abandonar o usuário sozinho, mas construir um modelo de parceria onde os dois andassem lado a lado, um modelo híbrido.
Trade-offs
Solução
Arquitetura da Solução
A sequência de 3 etapas não é apenas uma decisão de fluxo, é uma aplicação deliberada de progressive disclosure. O usuário nunca vê a complexidade total da plataforma de uma vez.
No primeiro acesso, apenas o essencial está disponível e ativo; os módulos adicionais existem no hub, mas só ganham protagonismo depois que a base obrigatória está completa. Isso reduz a carga cognitiva no momento de maior vulnerabilidade da jornada e permite que o usuário construa confiança antes de enfrentar decisões mais complexas.
O wizard segue uma sequência de 3 etapas:

Modelo de Interação

Flows
Passo 1 — Essential Settings
Passo 2 — Single-Module Setup
Um dos pilares estruturais do fluxo foi antecipar e neutralizar os pontos de atrito antes que eles se tornassem erros. O Proactive Error Prevention se manifestou em três camadas:
O resultado foi uma redução de fricção que não dependia de o usuário ler documentação, a própria interface ensinava as regras do sistema no momento certo.
Passo 3 — Optional Expansion
Validação
Feedback de Usabilidade
Sinais monitorados: tempo de conclusão por etapa, taxa de avanço sem intervenção externa, hesitação antes de iniciar novas etapas, necessidade de confirmação visual durante entradas de dados, comportamento espontâneo de navegação entre módulos opcionais e dependência do CS para tomada de decisão dentro do fluxo.
Decisões de Iteração

Impacto
Métricas
Resultados de Negócio
Resultados de Produto
What’s Next?
Aprendizados
Próximos Passos
O aumento estratégico de tickets sobre fluxos avançados — observado nos primeiros 60 dias pós-implementação — não foi tratado apenas como uma métrica de impacto, mas como um sinal de produto. Esses tickets revelaram, com precisão, quais fluxos geravam maior atrito após a ativação inicial, fornecendo o insumo necessário para um mapeamento orientado por comportamento real.
Esse conjunto de dados comportamentais abre caminho para uma próxima camada de intervenção de design: a implementação de contextual tips direcionadas nos pontos de maior fricção identificados. Em vez de suposições sobre onde os usuários travam, teríamos evidência direta para priorizar quais fluxos entram na backlog — garantindo que cada intervenção futura seja cirúrgica, relevante e com alto potencial de redução de carga para o CS.
DIOGO ONGARATO
Contato
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NexFlow
Substituindo um processo manual e dependente de CS por uma jornada de onboarding autônoma.
Resultando em mais de 70% de redução nas tarefas de suporte e acelerando o Time-to-Value para novos clientes do NexFlow.
Função
Product Designer
Entrega
Self-Service Onboarding Ecosystem
Ano
2025

Overview
Contexto
NexFlow é uma plataforma B2B SaaS projetada para centralizar o controle de ativos e a gestão financeira de empresas.
Com o crescimento da base de clientes, o processo de onboarding — inteiramente executado pelo time de CS e Support em nome de cada novo cliente — tornou-se um grande gargalo entre a aquisição e o momento em que ele começava a extrair valor real da plataforma.
Problemas
O modelo manual criava um gargalo operacional com três consequências diretas:
Baseline Metrics
O processo de onboarding manual impunha um custo duplo ao negócio.
Do lado do cliente, a ativação levava em média 12 dias.
Do lado interno, CS e Support dedicavam aproximadamente 25% do tempo a tarefas repetitivas relacionadas.
Meu papel
Fui responsável pelo design end-to-end do projeto.
Isso incluiu a condução da pesquisa avaliativa, shadowing em reuniões com clientes recém-contratados, facilitação de workshops cross-funcionais com CS e produto, arquitetura da solução, prototipação de alta fidelidade e coordenação dos testes de usabilidade.
Time
O projeto contou com Product Designer (Eu), Product Owner, Desenvolvedor Front-end e Back-end. O CTO participou ativamente das decisões de direção, e as equipes de CS e Support atuaram tanto como stakeholders quanto como fontes primárias de pesquisa, sendo parte central da fase de discovery.
Duração
Aproximadamente 1 mes.Ciclo contínuo cobrindo pesquisa, prototipação, testes com usuários reais e iteração.
DISCOVERY
Hipoteses
Os stakeholders defendiam manter quase todo o processo sob controle do CS, liberando ao usuário apenas ações muito básicas. A premissa era que expor complexidade desde o início geraria confusão, aumentaria o volume de suporte e afastaria novos clientes.
Eu não tinha certeza de qual era o caminho certo, mas acreditava que a decisão não deveria ser tomada por premissa. Os usuários provavelmente tinham mais capacidade do que os stakeholders estimavam. Propus uma fase de discovery para mapear esse limite com evidência antes de definir direção. Recebi apoio da PO, que compartilhava dessa visão comigo e, logo após, a proposta foi aceita e deu origem à fase de discovery.
Métodos de Pesquisa
Insights
Decisões
O que mudou
A direção central foi tratar a ativação não como um cadastro técnico, mas como uma jornada de construção progressiva. Em vez de entregar a plataforma completa de uma vez, o fluxo foi estruturado em torno de uma sequência que fazia sentido para o usuário, começando pelos dados core da empresa no Essential Settings e avançando para os Single-Module Setups conforme a base estava estabelecida.
O hub de configuração reforçava essa lógica: deixava claro o que era obrigatório, o que era opcional, e permitia que o usuário saísse e voltasse a qualquer momento sem perder o progresso.
O CS não foi removido do processo, foi reposicionado. Em vez de conduzir o onboarding completo, passou a acompanhar a evolução do usuário: presente nas etapas que exigiam suporte, acionado em sua maioria, por escolha nas demais. O onboarding deixou de ser algo feito exclusivamente pelo CS, e passou a ser algo construído pelos dois juntos.
Por que mudou
O shadowing e os workshops revelaram duas dores centrais: o TTV do produto não acompanhava o momento do usuário, o tempo entre a contratação e o primeiro uso real era longo demais e quando o acesso chegava, chegava como uma onda, tudo de uma vez, necessitando dependência do CS e suporte para dar os primeiros passos.
O benchmarking apontava para um modelo high-touch como padrão do mercado. Mas as pesquisas indicavam que o problema não era a complexidade do produto, mas sim a ausência de estrutura para navegá-lo. Isso abriu espaço para uma terceira via: não entregar tudo pelo CS, nem abandonar o usuário sozinho, mas construir um modelo de parceria onde os dois andassem lado a lado, um modelo híbrido.
Trade-offs
Solução
Arquitetura da Solução
A sequência de 3 etapas não é apenas uma decisão de fluxo, é uma aplicação deliberada de progressive disclosure. O usuário nunca vê a complexidade total da plataforma de uma vez.
No primeiro acesso, apenas o essencial está disponível e ativo; os módulos adicionais existem no hub, mas só ganham protagonismo depois que a base obrigatória está completa. Isso reduz a carga cognitiva no momento de maior vulnerabilidade da jornada e permite que o usuário construa confiança antes de enfrentar decisões mais complexas.
O wizard segue uma sequência de 3 etapas:

Modelo de Interação

Flows
Passo 1 — Essential Settings
Passo 2 — Single-Module Setup
Um dos pilares estruturais do fluxo foi antecipar e neutralizar os pontos de atrito antes que eles se tornassem erros. O Proactive Error Prevention se manifestou em três camadas:
O resultado foi uma redução de fricção que não dependia de o usuário ler documentação, a própria interface ensinava as regras do sistema no momento certo.
Passo 3 — Optional Expansion
Validação
Feedback de Usabilidade
Sinais monitorados: tempo de conclusão por etapa, taxa de avanço sem intervenção externa, hesitação antes de iniciar novas etapas, necessidade de confirmação visual durante entradas de dados, comportamento espontâneo de navegação entre módulos opcionais e dependência do CS para tomada de decisão dentro do fluxo.
Decisões de Iteração

Impacto
Métricas
Resultados de Negócio
Resultados de Produto
What’s Next?
Aprendizados
Próximos Passos
O aumento estratégico de tickets sobre fluxos avançados — observado nos primeiros 60 dias pós-implementação — não foi tratado apenas como uma métrica de impacto, mas como um sinal de produto. Esses tickets revelaram, com precisão, quais fluxos geravam maior atrito após a ativação inicial, fornecendo o insumo necessário para um mapeamento orientado por comportamento real.
Esse conjunto de dados comportamentais abre caminho para uma próxima camada de intervenção de design: a implementação de contextual tips direcionadas nos pontos de maior fricção identificados. Em vez de suposições sobre onde os usuários travam, teríamos evidência direta para priorizar quais fluxos entram na backlog — garantindo que cada intervenção futura seja cirúrgica, relevante e com alto potencial de redução de carga para o CS.
DIOGO ONGARATO
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Substituindo um processo manual e dependente de CS por uma jornada de onboarding autônoma.
Resultando em mais de 70% de redução nas tarefas de suporte e acelerando o Time-to-Value para novos clientes do NexFlow.
Função
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Entrega
Self-Service Onboarding Ecosystem
Ano
2025

Overview
Contexto
NexFlow é uma plataforma B2B SaaS projetada para centralizar o controle de ativos e a gestão financeira de empresas.
Com o crescimento da base de clientes, o processo de onboarding — inteiramente executado pelo time de CS e Support em nome de cada novo cliente — tornou-se um grande gargalo entre a aquisição e o momento em que ele começava a extrair valor real da plataforma.
Problemas
O modelo manual criava um gargalo operacional com três consequências diretas:
Baseline Metrics
O processo de onboarding manual impunha um custo duplo ao negócio.
Do lado do cliente, a ativação levava em média 12 dias.
Do lado interno, CS e Support dedicavam aproximadamente 25% do tempo a tarefas repetitivas relacionadas.
Meu papel
Fui responsável pelo design end-to-end do projeto.
Isso incluiu a condução da pesquisa avaliativa, shadowing em reuniões com clientes recém-contratados, facilitação de workshops cross-funcionais com CS e produto, arquitetura da solução, prototipação de alta fidelidade e coordenação dos testes de usabilidade.
Time
O projeto contou com Product Designer (Eu), Product Owner, Desenvolvedor Front-end e Back-end. O CTO participou ativamente das decisões de direção, e as equipes de CS e Support atuaram tanto como stakeholders quanto como fontes primárias de pesquisa, sendo parte central da fase de discovery.
Duração
Aproximadamente 1 mes.Ciclo contínuo cobrindo pesquisa, prototipação, testes com usuários reais e iteração.
DISCOVERY
Hipoteses
Os stakeholders defendiam manter quase todo o processo sob controle do CS, liberando ao usuário apenas ações muito básicas. A premissa era que expor complexidade desde o início geraria confusão, aumentaria o volume de suporte e afastaria novos clientes.
Eu não tinha certeza de qual era o caminho certo, mas acreditava que a decisão não deveria ser tomada por premissa. Os usuários provavelmente tinham mais capacidade do que os stakeholders estimavam. Propus uma fase de discovery para mapear esse limite com evidência antes de definir direção. Recebi apoio da PO, que compartilhava dessa visão comigo e, logo após, a proposta foi aceita e deu origem à fase de discovery.
Métodos de Pesquisa
Insights
Decisões
O que mudou
A direção central foi tratar a ativação não como um cadastro técnico, mas como uma jornada de construção progressiva. Em vez de entregar a plataforma completa de uma vez, o fluxo foi estruturado em torno de uma sequência que fazia sentido para o usuário, começando pelos dados core da empresa no Essential Settings e avançando para os Single-Module Setups conforme a base estava estabelecida.
O hub de configuração reforçava essa lógica: deixava claro o que era obrigatório, o que era opcional, e permitia que o usuário saísse e voltasse a qualquer momento sem perder o progresso.
O CS não foi removido do processo, foi reposicionado. Em vez de conduzir o onboarding completo, passou a acompanhar a evolução do usuário: presente nas etapas que exigiam suporte, acionado em sua maioria, por escolha nas demais. O onboarding deixou de ser algo feito exclusivamente pelo CS, e passou a ser algo construído pelos dois juntos.
Por que mudou
O shadowing e os workshops revelaram duas dores centrais: o TTV do produto não acompanhava o momento do usuário, o tempo entre a contratação e o primeiro uso real era longo demais e quando o acesso chegava, chegava como uma onda, tudo de uma vez, necessitando dependência do CS e suporte para dar os primeiros passos.
O benchmarking apontava para um modelo high-touch como padrão do mercado. Mas as pesquisas indicavam que o problema não era a complexidade do produto, mas sim a ausência de estrutura para navegá-lo. Isso abriu espaço para uma terceira via: não entregar tudo pelo CS, nem abandonar o usuário sozinho, mas construir um modelo de parceria onde os dois andassem lado a lado, um modelo híbrido.
Trade-offs
Solução
Arquitetura da Solução
A sequência de 3 etapas não é apenas uma decisão de fluxo, é uma aplicação deliberada de progressive disclosure. O usuário nunca vê a complexidade total da plataforma de uma vez.
No primeiro acesso, apenas o essencial está disponível e ativo; os módulos adicionais existem no hub, mas só ganham protagonismo depois que a base obrigatória está completa. Isso reduz a carga cognitiva no momento de maior vulnerabilidade da jornada e permite que o usuário construa confiança antes de enfrentar decisões mais complexas.
O wizard segue uma sequência de 3 etapas:

Modelo de Interação

Flows
Passo 1 — Essential Settings
Passo 2 — Single-Module Setup
Um dos pilares estruturais do fluxo foi antecipar e neutralizar os pontos de atrito antes que eles se tornassem erros. O Proactive Error Prevention se manifestou em três camadas:
O resultado foi uma redução de fricção que não dependia de o usuário ler documentação, a própria interface ensinava as regras do sistema no momento certo.
Passo 3 — Optional Expansion
Validação
Feedback de Usabilidade
Sinais monitorados: tempo de conclusão por etapa, taxa de avanço sem intervenção externa, hesitação antes de iniciar novas etapas, necessidade de confirmação visual durante entradas de dados, comportamento espontâneo de navegação entre módulos opcionais e dependência do CS para tomada de decisão dentro do fluxo.
Decisões de Iteração

Impacto
Métricas
Resultados de Negócio
Resultados de Produto
What’s Next?
Aprendizados
Próximos Passos
O aumento estratégico de tickets sobre fluxos avançados — observado nos primeiros 60 dias pós-implementação — não foi tratado apenas como uma métrica de impacto, mas como um sinal de produto. Esses tickets revelaram, com precisão, quais fluxos geravam maior atrito após a ativação inicial, fornecendo o insumo necessário para um mapeamento orientado por comportamento real.
Esse conjunto de dados comportamentais abre caminho para uma próxima camada de intervenção de design: a implementação de contextual tips direcionadas nos pontos de maior fricção identificados. Em vez de suposições sobre onde os usuários travam, teríamos evidência direta para priorizar quais fluxos entram na backlog — garantindo que cada intervenção futura seja cirúrgica, relevante e com alto potencial de redução de carga para o CS.
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Substituindo um processo manual e dependente de CS por uma jornada de onboarding autônoma.
Resultando em mais de 70% de redução nas tarefas de suporte e acelerando o Time-to-Value para novos clientes do NexFlow.
Função
Product Designer
Entrega
Self-Service Onboarding Ecosystem
Ano
2025

Overview
Contexto
NexFlow é uma plataforma B2B SaaS projetada para centralizar o controle de ativos e a gestão financeira de empresas.
Com o crescimento da base de clientes, o processo de onboarding — inteiramente executado pelo time de CS e Support em nome de cada novo cliente — tornou-se um grande gargalo entre a aquisição e o momento em que ele começava a extrair valor real da plataforma.
Problemas
O modelo manual criava um gargalo operacional com três consequências diretas:
Baseline Metrics
O processo de onboarding manual impunha um custo duplo ao negócio.
Do lado do cliente, a ativação levava em média 12 dias.
Do lado interno, CS e Support dedicavam aproximadamente 25% do tempo a tarefas repetitivas relacionadas.
Meu papel
Fui responsável pelo design end-to-end do projeto.
Isso incluiu a condução da pesquisa avaliativa, shadowing em reuniões com clientes recém-contratados, facilitação de workshops cross-funcionais com CS e produto, arquitetura da solução, prototipação de alta fidelidade e coordenação dos testes de usabilidade.
Time
O projeto contou com Product Designer (Eu), Product Owner, Desenvolvedor Front-end e Back-end. O CTO participou ativamente das decisões de direção, e as equipes de CS e Support atuaram tanto como stakeholders quanto como fontes primárias de pesquisa, sendo parte central da fase de discovery.
Duração
Aproximadamente 1 mes.Ciclo contínuo cobrindo pesquisa, prototipação, testes com usuários reais e iteração.
DISCOVERY
Hipoteses
Os stakeholders defendiam manter quase todo o processo sob controle do CS, liberando ao usuário apenas ações muito básicas. A premissa era que expor complexidade desde o início geraria confusão, aumentaria o volume de suporte e afastaria novos clientes.
Eu não tinha certeza de qual era o caminho certo, mas acreditava que a decisão não deveria ser tomada por premissa. Os usuários provavelmente tinham mais capacidade do que os stakeholders estimavam. Propus uma fase de discovery para mapear esse limite com evidência antes de definir direção. Recebi apoio da PO, que compartilhava dessa visão comigo e, logo após, a proposta foi aceita e deu origem à fase de discovery.
Métodos de Pesquisa
Insights
Decisões
O que mudou
A direção central foi tratar a ativação não como um cadastro técnico, mas como uma jornada de construção progressiva. Em vez de entregar a plataforma completa de uma vez, o fluxo foi estruturado em torno de uma sequência que fazia sentido para o usuário, começando pelos dados core da empresa no Essential Settings e avançando para os Single-Module Setups conforme a base estava estabelecida.
O hub de configuração reforçava essa lógica: deixava claro o que era obrigatório, o que era opcional, e permitia que o usuário saísse e voltasse a qualquer momento sem perder o progresso.
O CS não foi removido do processo, foi reposicionado. Em vez de conduzir o onboarding completo, passou a acompanhar a evolução do usuário: presente nas etapas que exigiam suporte, acionado em sua maioria, por escolha nas demais. O onboarding deixou de ser algo feito exclusivamente pelo CS, e passou a ser algo construído pelos dois juntos.
Por que mudou
O shadowing e os workshops revelaram duas dores centrais: o TTV do produto não acompanhava o momento do usuário, o tempo entre a contratação e o primeiro uso real era longo demais e quando o acesso chegava, chegava como uma onda, tudo de uma vez, necessitando dependência do CS e suporte para dar os primeiros passos.
O benchmarking apontava para um modelo high-touch como padrão do mercado. Mas as pesquisas indicavam que o problema não era a complexidade do produto, mas sim a ausência de estrutura para navegá-lo. Isso abriu espaço para uma terceira via: não entregar tudo pelo CS, nem abandonar o usuário sozinho, mas construir um modelo de parceria onde os dois andassem lado a lado, um modelo híbrido.
Trade-offs
Solução
Arquitetura da Solução
A sequência de 3 etapas não é apenas uma decisão de fluxo, é uma aplicação deliberada de progressive disclosure. O usuário nunca vê a complexidade total da plataforma de uma vez.
No primeiro acesso, apenas o essencial está disponível e ativo; os módulos adicionais existem no hub, mas só ganham protagonismo depois que a base obrigatória está completa. Isso reduz a carga cognitiva no momento de maior vulnerabilidade da jornada e permite que o usuário construa confiança antes de enfrentar decisões mais complexas.
O wizard segue uma sequência de 3 etapas:

Modelo de Interação

Flows
Passo 1 — Essential Settings
Passo 2 — Single-Module Setup
Um dos pilares estruturais do fluxo foi antecipar e neutralizar os pontos de atrito antes que eles se tornassem erros. O Proactive Error Prevention se manifestou em três camadas:
O resultado foi uma redução de fricção que não dependia de o usuário ler documentação, a própria interface ensinava as regras do sistema no momento certo.
Passo 3 — Optional Expansion
Validação
Feedback de Usabilidade
Sinais monitorados: tempo de conclusão por etapa, taxa de avanço sem intervenção externa, hesitação antes de iniciar novas etapas, necessidade de confirmação visual durante entradas de dados, comportamento espontâneo de navegação entre módulos opcionais e dependência do CS para tomada de decisão dentro do fluxo.
Decisões de Iteração

Impacto
Métricas
Resultados de Negócio
Resultados de Produto
What’s Next?
Aprendizados
Próximos Passos
O aumento estratégico de tickets sobre fluxos avançados — observado nos primeiros 60 dias pós-implementação — não foi tratado apenas como uma métrica de impacto, mas como um sinal de produto. Esses tickets revelaram, com precisão, quais fluxos geravam maior atrito após a ativação inicial, fornecendo o insumo necessário para um mapeamento orientado por comportamento real.
Esse conjunto de dados comportamentais abre caminho para uma próxima camada de intervenção de design: a implementação de contextual tips direcionadas nos pontos de maior fricção identificados. Em vez de suposições sobre onde os usuários travam, teríamos evidência direta para priorizar quais fluxos entram na backlog — garantindo que cada intervenção futura seja cirúrgica, relevante e com alto potencial de redução de carga para o CS.
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